Para início de conversa, vou logo dizendo: esta taberna não é minha. Não é porque se diz Taberna do Eremita que esta me pertença. Meu caro (ou minha cara), não tenho propriedades. Não sou pertencido a nada e nada me pertence. A este lugar, somente habitarão meus olhares, dúvidas e mistérios, todos traduzidos em palavras.
Comece a imaginar a taberna. Um lugar frio com parede de pedras, pouco iluminado. Alguns beberrões em volta, conversas altas. Ratos, baratas e aranhas passam aqui e acolá. Vê, agora, aquela mesa isolada aos fundos? Talvez não perceba, mas lá estou eu ‒ com papel e lápis às mãos ‒, sob a escuridão deste recinto.
Enquanto visita este espaço ‒ e lê o que escrevo ‒ estarás sentado ao meu lado. E...
— Garçom! Traga rum, também, para o(a) companheiro(a) aqui. A noite promete ser longa.